Biografia - James Hunter

JAMES-C-HUNTER
JAMES C. HUNTER é consultor-chefe da J. D. Associados, uma empresa de consultoria de relações de trabalho e treinamento. Com mais de 20 anos de experiência, Hunter é muito solicitado como instrutor e palestrante, principalmente nas áreas de liderança funcional e organização de grupos comunitários. Atualmente, ele mora em Michigan com a esposa e a filha.

Chefe da J.D. Hunter Associados, uma empresa de consultoria de relações de trabalho e treinamento. Com os seus ensinamentos, tem criado uma nova cultura do que é verdadeiramente a Liderança. Com mais de 20 anos de experiência, Hunter é muito solicitado como palestrante, na área de Liderança. Seus clientes incluem algumas das mais admiradas empresas do mundo, como Nestlé, American Express, Procter&Gamble, entre outros.

Perfil

Frase: “O que pensamos e no que acreditamos traz, no final, uma conseqüência pequena. A única coisa que traz grandes conseqüências é o que fazemos” (John Ruskin)

Nasceu em: Detroit – Michigan
No dia: 26 de junho de 1955
Música: Easy Listening e Folk
Livro: A Bíblia, principalmente o livro de João
Filme: Questão de Honra
Esporte: Futebol americano
Viagem: Parque Nacional Yosemite, na Califórnia

Ele por ele mesmo: “Sou um pai cristão e um marido que vislumbra glorificar Deus através de sua vida”

Virtude: Ensinar os princípios de liderança
Defeito: Falta de disciplina em tornar-se mais ativo fisicamente

Em entrevista à CIO, James C. Hunter, autor de "O Monge e o Executivo", fala sobre como inspirar equipes e contribuir para o êxito corporativo
O ato de "servir" pode lembrar submissão e fraqueza. Mas a idéia de agir de forma cooperativa nas organizações, a despeito de toda a competitividade que cerca esses ambientes, vem sendo bem-recebida por milhares de pessoas. Pelo menos é o que se conclui a partir da vendagem recorde de "O Monge e o Executivo: Uma História Sobre a Essência da Liderança", de James C. Hunter, que trata sobre liderança servidora. O livro, traduzido para dez línguas, já vendeu mais de 420 mil cópias somente no Brasil, país em que a tiragem média da primeira edição de um livro é de, em média, 5 mil exemplares.

Veja também: Biografias, O Monge e o Executivo, Biografia de Platão, Biografia de Deepak Chopra
Mais informações: www.jameshunter.com.br

Entre os CIOs brasileiros, é uma das leituras mais em voga. Quatro dentre os doze IT Leaders de 2005 (profissionais premiados pelo jornal COMPUTERWORLD por suas práticas de gestão em TI) elegeram "O Monge..." como seu livro de cabeceira. Osmar Marchini, CIO da Itaú Seguros, é um deles. "Esse livro foi uma descoberta. Indiquei-o para vários funcionários daqui", conta.

Hunter esteve no Brasil no fim de novembro para palestras sobre liderança em várias capitais. Para ele, esta nova abordagem transforma chefes em mentores. Uma vez que os valores e a missão da empresa estejam claros para o líder, a providência seguinte é fornecer, aos empregados, tudo aquilo de que necessitam para realizar o melhor trabalho possível, de recursos a inspiração. "Se você conquista corações e mentes, faz com que sua força de trabalho entenda os benefícios de doar-se à organização. A estratégia deve ser a de construir autoridade, não poder; de exercer influência, não medo ou intimidação", resume o autor.

Hunter trabalha com treinamento e desenvolvimento humano há 26 anos, a maioria deles como diretor da J. D. Hunter Associates, L.L.C, consultoria de treinamento e desenvolvimento humano, com sede nos Estados Unidos. Confira a conversa que ele teve com CIO Brasil e trechos de seu novo livro, "The World's Most Powerful Leadership Principle", já lançado nos Estados Unidos e com previsão de estréia no Brasil no primeiro semestre de 2006. Neste segundo trabalho, Hunter busca explicar como colocar em prática os princípios tratados em "O Monge...".

CIO: Como um líder que se impõe pelo poder e pela intimidação pode se tornar o que o senhor chama de líder servidor?
Hunter: Essa transformação não é comum e dificilmente ocorre por iniciativa própria. Mas a tendência é que mais líderes sintam-se pressionados para mudar suas atitudes, especialmente em função dessa necessidade de redução do turn over, que tanto prejuízo confere às empresas. Geralmente, é preciso haver uma ameaça, um empurrão, para que as pessoas revejam suas idéias. A mudança se dá pelo sofrimento. Ler livros, por exemplo, pode aumentar seus conhecimentos, mas não o tornará uma pessoa melhor. A mudança acontece no dia-a-dia, dentro do árduo exercício da liderança.

CIO: Para se tornar um líder servidor é preciso trabalhar características da personalidade?
Hunter: Não. O que está em questão é o caráter da pessoa. Devemos diferenciar personalidade de caráter. Personalidade é sobre se uma pessoa é extrovertida ou reservada, por exemplo. Isso de certa forma não importa, contanto que suas atitudes sejam corretas, éticas, o que vai depender de seu caráter. E caráter é uma coisa que pode ser construída, tem a ver com comportamento. Eu por exemplo procuro moldar o caráter de minha filha, de dez anos de idade, dia após dia. Assim como a boa liderança é uma qualidade que se adquire com muita prática.

CIO: A liderança servidora é aplicável a quais níveis gerenciais?
Hunter: Claro que, em uma empresa, as responsabilidades são distribuídas conforme uma série de pré-requisitos. Mas é preciso reconhecer que, como todos têm sua importância para o negócio, todos devem estar conscientes de seu potencial de liderança. Em uma companhia aérea norte-americana, para a qual presto consultoria, não se fala em um "líder principal". Lá, cada um é um líder, do CEO ao comissário que serve café para o passageiro. O comissário é importantíssimo, está na linha de frente com o cliente da empresa, muito mais do que o presidente. Todos devem respeitar a autoridade que resulta da hierarquia de uma empresa, mas o tratamento multi-lateral deve ser sempre respeitoso. O lema daquela companhia é "be nice".

CIO: No Brasil muitos CIOs lutam para fazer parte do board de suas empresas. Para eles, ter que reportar a chefes intermediários, geralmente diretores financeiros, significa maior dificuldade para aprovar projetos da área. Qual conselho o senhor daria a um CIO com tal dilema?
Hunter: Se quer subir na empresa, foque nos resultados de sua área. Assim fica mais fácil ser ouvido pelo alto escalão. A melhor providência, no mundo corporativo, é o resultado. E, para isso, seja um líder servidor desde já. Esqueça a idéia de tentar mudar o seu chefe. Supervisores, gerentes, presidentes, todos têm a quem se reportar, todos enfrentam dificuldades - maiores ou menores - em vender idéias. Esse é o mundo real. Mude a si próprio. Você vai ficar positivamente surpreso com as conseqüências dessa mudança. (Fonte: CIO - Jornalista: Rachel Rubin)

Fonte: http://cio.uol.com.br/carreira/2006/01/18/idgnoticia.2006-01-18.3522454283/

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